O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo escrevendo pouco. - Júlio Dantas

domingo, 5 de abril de 2015

Não sei... Bem que eu queria me dar esse luxo de falar tudo, de jogar pelos ares... Eu nem o conheço, bem, o conheço mais que muita gente, e de muitos jeitos...

Eu sou como uma manta de algodão, de longe simples, mas quando se aproxima os olhos percebe-se todas as estruturas, as linhas, os fios soltos, as sujidades, a baixa qualidade, os múltiplos defeitos.

No meu caso os defeitos falam mais alto, eu não sou para você, e eu bem que queria. Tudo foi tão surpreendente, a forma como nos olhamos, como você me olhou, a minha timidez aliada as tentativas de disfarce, a imagem dos seus olhos entrando nos meus, rápido, mas inesquecível, a minha avidez por você!

A sua surpreendente chegada, enquanto só pensava em você, o convite, o primeiro cumprimento, meu coração em euforia. Sua história, seu sorriso, você por inteiro, como não se encantar? COMO?! Responda-me!

Alguém carente como eu, só podia estar sonhando, ter alguém com seus olhos me dando bola? Aceitando meu convite para sair?... Meu riso fácil diz tudo. Minha timidez, meus problemas, meu físico, meu ser, minhas lágrimas... A felicidade não mora ao lado, ela é dupla face com a tristeza. Porque sou homúnculo? Eu... Eu só queria ser humano, humano eu, me sentir eu, humano. Sonho com um talvez, um dia onde talvez eu consiga não sonhar, mas me realizar. Não falo de carreira, nem de amor, mas me realizar como pessoa, andar humano, gesticular humano, pele humano, sorriso humano, cabelo humano, um ser humano, completamente, humano...

Eu tenho tanto segredos, alguns, os mais tristes estão expostos, todos o conhecem, já os mais infelizes (ocultos, é claro) tem sua origem nos primeiros. Eu queria sorrir com as pessoas, rir das coisas, ter uma alegria por completo. Sou fácil, de riso, de lágrimas, de desejos, afetos e desafetos, tudo muito fácil.

Eu tenho que deixar de moleza e ir a campo, lutar pelo que preciso, não pelo que quero!
Quero você, quero me sentir livre, quero estar no padrão, em todos, quero colar em você, quero te ligar e te dizer, bom dia amor. Quero ouvir e sentir sinceridade nas frases você esta lindo ou você foi ótimo...

Quero tanta coisa... Isso é muito, sou apenas uma formiga assutada, tolo!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Você não é daqui

Nada disso é verdade, afinal, como algo incandescente como a luz do dia poderia surgir na noite mais escura? Como você chegou? Eu não sei, mas seus olhos penetraram minha alma e agora me fazem querer viver. Você não é daqui, seus olhos não são. Você me faz querer chorar e sorrir, você não é daqui.
Os tempos estão cada vez mais difíceis, já se teve liberdade, se me virem com alguém tão distinto, o que irão dizer? O que irão pensar? Você não é daqui, a sua voz suave, macia como pluma, suas palavras me confortam como tamanha energia, o medo que senti se foi, bastou você chegar. Meu coração ficou leve, e meus olhos já não derretem mais em lágrimas.
Você não é daqui, não pode ser. Me faz querer ser livre, me faz querer o impossível, me diz para gritar quanto estou cheia de mordaças, me faz querer lutar quando estou de mãos atadas. Quando suas mãos tocam minha pele, é tamanho amor, ao ponto de sentir você acariciar minha alma. Definitivamente, você não é daqui, de que mundo distante e impossível você veio? A qual tempo você pertence?
No céu escuro, despido de luar e estrelas, sem a brisa de aurora, sem brilho, sem vida, numa noite que gritava melancolia, e, como num clarão você surgiu, seus olhos me preenchiam, suas palavras me diziam sim, seu beijo me sufocava e então eu percebi “você não é daqui, não de agora!”. Só o seu beijo me faz voar, ser verdadeiramente livre, e eu sei, você não é daqui, não tente me fazer entender, eu apenas percebi, você não é daqui. Você me faz voar sem deixar de tocar o chão. Entre todos os momentos, você não poderia surgir agora, não devia, e eu não deveria te olhar assim, imaginar uma nova história, imaginar novos contos. Não! Eu não devia.
Eu não sei nada sobre você, mas seus olhos diziam tudo sobre mim. Enquanto eu viver, enquanto a lembrança do beijo permanecer em minha mente, eu irei continuar a olhar pela janela, esperando que você volte a preencher minhas noites escuras, esperando por você, seu toque, seus olhos, sua voz sussurrando no meu ouvido, seu beijo a me incendiar, fazendo meu corpo flutuar.
Eu não sei como isso foi acontecer, mas você tocou meu coração, me fez voltar a sonhar, me mostrou que é possível. Você não é daqui. Me devolveu a vida, você não é daqui!

Tocou a minha alma, me fez voar sem deixar de tocar o chão, me fez querer ser livre, e hoje sonho com você. Você não é daqui.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Quanto problemas terei de superar para aprender que é preciso evitá-los?
Quanto me custará a dor de cabeça ao final de cada um?
Qual o preço por não se apaixonar? Compensa?!

A lógica impulsiva

Entre a razão e a emoção...
A razão esta sempre certa,
Uma linha contínua, reta.
Na outra ponta, um mundo sem noção.
A razão é lógica.
pontual.
A emoção é impulsiva
Sinuosa.

Existem tantas coisas que quero dizer,
mas são tantas palavras para escolher.
Sussurrar juras de amor ao pé d'ouvido... Em desespero.
Doce emoção...

Quem sabe palavras não façam meu estilo,
Roubar um beijo, o coração...
Isso não é a razão.

sábado, 6 de setembro de 2014

Meia hora ou trinta segundos

Suas promessas nunca cumpridas
esse compromisso unilateral
eu no escanteio...

E é sempre assim, quando acho que não penso mais em você, em nós...
Me deixe em paz, 
me deixe seguir em frente...
Suma, não insista em me ver, marcar encontros e não aparecer...
As vezes você poderia ao menos me responder... Por que?

Eu não quero meia hora ou trinta segundos, só quero um pouco de você...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

No mar, onde nenhuma onda é igual

As ondas do mar, impiedosas e carinhosas.
Ora levam, ora trazem, mas nenhuma onda é igual.
Levam lágrimas, não trazem amores,
afogam paixões, trazem a brisa.

Todos nós temos um pouco de mar,
um pouco de onda.
Escorre dos olhos, chega a boca, salgada...

terça-feira, 22 de abril de 2014

é como

A saudade é como o tempo,
A gente sente, percebe, as vezes dói...
No geral incomoda... Além de estar sempre na boca de quem ama!