Estou além dessa zona,
dessa parte, clara e forte,
estou mais abaixo, mais no fundo, afótico.
Eu odeio não ter que seguir esse fluxo, você me prende, me barra.
Me deixa seguir.
Não é atoa que me sinto preso.
Minha vida é como um rio, com destino.
Você não é o mar, somos por natureza diferentes,
nosso destinos só se cruzam, não se completam.
E eu paro por aqui, antes de acabar contudo,
antes de fazer o que não devia,
antes de padecer, antes que meu fluxo natural seja um nada.
Eu sou um rio, e você não é o mar,
somos por natureza incompatíveis, somos por natureza um amor impossível.
Eu sou um rio e você não é o mar.
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